Relato encaminhado ao Ministério Público do Trabalho inclui prints de conversas em grupo de WhatsApp da empresa; sindicato alerta para o direito de cada trabalhador escolher livremente seu voto.
O Sindicato dos Empregados no Comércio no Estado de Goiás (SECEG) recebeu denúncia de possível assédio eleitoral envolvendo uma empresa do comércio de Goiânia. O caso já foi protocolado no Ministério Público do Trabalho (MPT), acompanhado de prints de conversas em um grupo de WhatsApp da empresa.
De acordo com o relato apresentado ao sindicato, o proprietário do estabelecimento estaria pressionando os empregados a não votarem no Partido dos Trabalhadores (PT). As mensagens anexadas à denúncia deverão contribuir para a apuração dos fatos pelas autoridades competentes.
O presidente do SECEG, Eduardo Amorim, alerta que a escolha eleitoral é um direito individual e que nenhum empregador pode impor preferência política aos funcionários ou constrangê-los por suas escolhas.
“O trabalhador tem o direito de escolher livremente em quem votar. O empregador não pode obrigar ninguém a votar em determinado candidato ou partido, nem pressionar o funcionário a deixar de votar em quem ele escolheu. A relação de emprego não pode ser usada para interferir na liberdade de escolha do cidadão”, ressalta Eduardo Amorim.
O SECEG reforça que o ambiente de trabalho deve respeitar a liberdade de consciência e de escolha política dos empregados. Situações de pressão, constrangimento ou tentativa de interferência no voto podem ser denunciadas aos órgãos competentes.
O sindicato orienta os trabalhadores que vivenciarem situações semelhantes a preservar mensagens, prints e outros registros que possam contribuir para a apuração e procurar os canais oficiais de denúncia do seu departamento jurídico. (62) 3089 7625/ 3089 7622/ 3089 7631.