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Brasil cria 2,7 milhões de empregos em 2021, aponta Caged

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Brasil cria 2,7 milhões de empregos em 2021, aponta Caged

O Brasil abriu 2,7 milhões de postos de trabalho com carteira assinada em 2021. Foram 20,7 milhões de contratações contra 18,0 milhões de demissões no período. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (31) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. Os dados constam do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O indicador considera apenas os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não inclui os informais.

O resultado de dezembro ficou negativo em 265,8 mil postos. O mês, tradicionalmente, fecha mais vagas do que abre, por causa das contratações temporárias para o Natal e o Ano Novo. O número veio pior que a mediana das estimativas do mercado financeiro consultados pelo Poder360.

O saldo positivo no mercado de trabalho em 2021 é considerado uma vitória para o governo de Jair Bolsonaro. Mostra uma recuperação frente a 2020, marcado pelo início da pandemia de covid-19 e o auge da crise econômica causada pela doença. Segundo dados revisados, o Brasil fechou 191,5 mil empregos em 2020. Antes das revisões, o governo falava na abertura de 142,7 mil empregos naquela período.

Isso ocorre porque os dados do Caged são recalculados mensalmente na medida em que as empresas informam o número de funcionários contratos e demitidos ao longo dos meses. Por causa de atrasos das companhias, os números do Caged nem sempre refletem com precisão o desempenho do mercado de trabalho. Diversos especialistas pedem cautela na comparação dos dados com o de anos anteriores, porque o Ministério da Economia alterou a metodologia do Caged no início de 2020, um pouco antes antes da pandemia.

A partir de 2020, a prestação de informações pelo empregador no Caged foi substituída pelo eSocial, sistema de escrituração que unificou diversas obrigações dos empregadores. Por isso, o “Novo Caged” considera uma base de informações mais ampla que a usada anteriormente para medir a geração de empregos formais no país.Na entrevista à imprensa sobre os dados, o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, comemorou o resultado positivo e aproveitou sua fala para criticar os governos do PT. “Nos últimos 2 anos nós enfrentamos o coronavírus, e durante 2015 e 2016 houve um efeito de um outro vírus devastador, o PT13 e a sua variante da nova matriz econômica, que destruiu 2,8 milhões de empregos no período.”

SALÁRIO MÉDIO

O salário médio de admissão de trabalhadores com carteira assinada ficou em R$1.921,19 de janeiro a dezembro de 2021. Nas contas do governo, houve queda real (descontada da inflação) de R$ -79,07 no salário médio, uma variação de -3,95% em relação ao ano anterior.Atualmente, o Brasil tem 41,3 milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada, alta de 7,08% frente ao ano anterior. Dá cerca de 19% da população (214 milhões) com vínculo trabalhista.SETORESO resultado do ano foi puxado pelo setor de serviços. Eis o resultado por segmento:

SERVIÇOS: 1,2 milhão;

COMÉRCIO: 643,7 mil;

INDÚSTRIA: 475,1 mil;

CONSTRUÇÃO CIVIL: 244,7 mil;

AGROPECUÁRIA: 140,9 mil.

REGIÕES

Houve saldo positivo de contratações em todas as 27 unidades da Federação. O melhor resultado foi em São Paulo (814 mil novas vagas). Em seguida aparecem Mina Gerais (305,2 mil) e Rio de Janeiro (178,1 mil). Todas 5 regiões do país tiveram resultado positivo:

SUDESTE: 1,3 milhão;

SUL: 480,8 mil;

NORDESTE: 474,6 mil;

CENTRO-OESTE: 263,3 mil;

NORTE: 154,7 mil.

TRABALHO INTERMITENTE E PARCIAL

A modalidade de trabalho intermitente, quando uma empresa contrata um funcionário para prestar serviços de forma esporádica, abriu 91.340 postos no ano passado. O trabalho parcial, cuja duração não exceda 30 horas semanais, abriu 35.637 vagas. Essas duas modalidades foram criadas com a reforma trabalhista.

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