A Raia Drogasil foi condenada a pagar R$ 746.263,57 a um funcionário que atuou como gerente em unidades de Goiânia, que teria sido obrigado a assumir outras funções para além das que foi contratado.
A decisão da Justiça do Trabalho encerra um ciclo de dez anos de vínculo empregatício, entre 2013 e 2023, período em que o profissional acumulou responsabilidades técnicas e administrativas sem a devida compensação financeira.
O montante principal da execução concentra-se no pagamento de horas extras não quitadas, que totalizam R$ 392.131,67, mais da metade do valor total devido pela rede varejista.
Durante o processo, ficou comprovado que o funcionário exercia uma jornada exaustiva, que incluía o atendimento direto ao público, atividades operacionais e até serviços externos de divulgação das lojas.
A condenação abrange uma série de direitos sonegados ao longo da década de serviço, como adicional de insalubridade, trabalho em feriados, adicional noturno e reflexos no FGTS, além da multa de 40% sobre o fundo de garantia.
A sentença também estabeleceu o pagamento de uma indenização por danos morais, baseada no desgaste sofrido pelo profissional no exercício das funções.
A planilha de liquidação detalha que o acúmulo de tarefas técnicas com metas de divulgação externa sobrecarregava a rotina do farmacêutico, justificando a reparação pecuniária além das verbas trabalhistas de natureza alimentar.
A reportagem entrou em contato com a Raia Drogasil para que comentassem o caso, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue em aberto.
Fonte: Portal6 Notícias